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A PRIMEIRA GALERIA DE ARTE FLUVIAL DA AMAZÔNIA

18 May 2018

Começou em 2015 a arte rio adentro. Um trabalho idealizado pelo artista paraense Sebá Tapajós, reunindo importantes artistas para retratar por meio do grafite, a vida das pessoas que vivem às margens dos rios da região amazônica na Ilha do Combú, Belém do Pará.

 

Esses foram os primeiros passos do Street River, organização sem fins lucrativos que usa a arte como ferramenta de transformação de forma prática e efetiva. Além de levar novas cores às comunidades ribeirinhas, o projeto tem o propósito da arte inclusiva, visando dar maior visibilidade para os moradores que, mesmo estando a menos de 20 minutos da capital paraense, sofrem com a falta de infraestrutura de saneamento, saúde e serviços públicos em geral.

 

As ações de impacto são tantas que o Instituto Street River hoje possui um tratado de responsabilidade social com os povos ribeirinhos, se dedicando à capacitação dos moradores em guias turísticos e na profissionalização das atividades do extrativismo natural que já desempenham. É também o braço responsável por promover o turismo de experiência pelas ilhas, furos e igarapés, levando sistema de biofiltro para água potável através da Waves for Water, mapeando as necessidades de saúde infantil dos povos que vivem ao longo do Rio Amazonas, concedendo material para reforma de decks e canoas que dão acesso as moradias locais.

 

O Festival Street River ocorre anualmente mostrando toda a diversidade da região e é com o ecossistema natural como pano de fundo que visitantes embarcam em Belém rumo à galeria fluvial da Amazônia onde podem ver as obras dos grafiteiros sendo criadas nas casas da região. O passeio ainda conta com visita à produção de cacau e açaí artesanal do Combú, negócios locais e empreendimentos que foram gerados através das riquezas naturais da região.

 

As artes provindas pelos diversos artistas nas casas de palafita, um tipo de habitação construída sobre troncos ou pilares, comuns em áreas alagadiças, pois deixa a casa em uma altura que a água não alcança, são realizadas após a integração e imersão de dias dos mesmos junto à família local. A tinta utilizada é impermeável e preserva a madeira das moradias, não impactando de nenhuma forma a fauna e flora local.

 

Durante os últimos três anos foram pintadas mais de 15 casas e esse ano o Festival, dia 2 e 3 de junho, promete ter mais de 10 artistas envolvidos, 2 decks reformados, 17 moradias impactadas, 10 filtros de água, workshops, oficinas e palestras para capacitação e integração, e a instalação de placas solares na Escola Creche UP Combú, que insere educação a mais de 250 crianças e adolescentes local.

 

Uma constante evolução dessa galeria nada convencional traz pautas importantíssimas às discussões sobre urbanismo, desenvolvimento social, integração e meio ambiente e por termos fortes vínculos de valores e pilares, a Somar se integra com parceria do Instituto Street River, apoiando-o na gestão do festival de grafite, nas atividades de impacto, na mensuração dos mesmos e gerando resultados diretos positivos para as pessoas que vivem às margens dos rios da região amazônica.

 

O Street River é mais que um projeto, é um movimento de impacto que possui arte, integração social e revitalização urbana.

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