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RETROSPECTIVA 2017: 8 HISTÓRIAS QUE MOSTRAM COMO O MUNDO ESTÁ MAIS SUSTENTÁVEL (OU NÃO)

25 Jan 2018

 

1. "We are still in"

Ao anunciar a retirada dos EUA do Acordo de Paris, Donald Trump proporcionou uma oportunidade brilhante para o mundo corporativo. Grandes empresas como Google, Apple, Mars, L'Oreal, Nike e Microsoft se uniram a universidades, prefeituras e chefes de estado e arrecadaram mais de 6 trilhões de dólares para que a economia do país pudesse contribuir contra a mudança climática.

 

2.  As empresas entenderam que ser sustentável é rentável

Em 2017 as empresas finalmente se convenceram da importância de incorporar as ODSs, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU nos seus negócios. Quando a agenda da ONU com metas para 2030 foi divulgada em 2015, muitas organizações sentiram dificuldade de entender como rentável a ambiciosa proposta sustentável, principalmente na Ásia, onde as firmas são pequenas .

Mas a Comissão de Negócios e Desenvolvimento Sustentável criou uma plataforma para companhias nessa região se conectarem com esses Objetivos, que renderam às firmas asiáticas 5 bilhões de dólares em oportunidades de negócios. Globalmente, as oportunidades de negócios respaldados nas ODSs já se aproximam a 12 trilhões de dólares.

 

3. Bancos da Ásia são os maiores investidores em combustível fóssil do mundo

Dados divulgados em julho de 2017 revelaram que bancos asiáticos já forneceram desde 2014, 95 bilhões de dólares em empréstimo para projetos com combustível fóssil, e a tendência é que essa demanda aumente ainda mais. Se os bancos da Ásia não seguirem o caminho de grandes instituições financeiras como JPMorgan Chase and Deutsche Bank que pularam fora de financiamentos relacionados à queima de combustível fóssil, podem acabar retrocedendo todo o progresso que as regiões carbono zero conquistaram até agora.

 

4. Plastic problems x plastic promises

A quantidade absurda de plástico nos oceanos foi assunto em foco no ano passado e, proporcionalmente, aumentou a cobrança em relação a responsabilidade das empresas de proteger as águas do oceano, assim como todo o ecossistema marinho. Um estudo revelou que marcas globais são as maiores poluidoras de plásticos nas Filipinas. Grandes marcas como Nestlê, Unilever e PG não escaparam do embaraço.

Porém, em 2017 o plástico também acabou se tornou um grande negócio e oportunidade de marketing.  Da série transformando os paradigmas da crise em oportunidades, a Adidas lançou uma linha de tênis de corrida confeccionados com plásticos retirados do oceano. A DELL e a P&G reutilizaram também os plásticos do oceano em suas embalagens.

 

5. Direção sustentável

Em dezembro, as maiores empresas de automóveis do mundo co-assinaram uma iniciativa para incorporar questões éticas, ambientais e corporativas, sobre como e de onde extrair os recursos de matéria prima. Depois de um ano agitado para os fabricantes de automóveis, vários países , incluindo a China, comprometeram-se em dar um fim gradual aos carros a  gasolina.

 

6. O "efeito Weinstein"

A luta pela igualdade de gêneros  se tornou a história mais contada no mundo corporativo em 2017, em parte graças as desventuras do produtor hollywoodiano Harvey Weinstein. De qualquer maneira, infelizmente, pelo segundo ano consecutivo, o Fórum Econômico Mundial registrou o pior índice de desigualdade econômica de gêneros . Entre as multinacionais , a Airbnb é a que tem a maior quantidade de mulheres que trabalham no setor técnico, segundo estudo.

 

7. Marco histórico de energia renovável nas empresas

Em 2017 empresas  globais como a Google se comprometeram a utilizar apenas energia de fontes renováveis , em um ano em que o poder corporativo aumentou e os acordos de compra se tornaram mais comuns. A adoção de energia renovável pela empresa alcançou marco histórico em julho do ano em que a iniciativa global RE100 alcançou 100 membros, que prometeram se tornar 100% renovável  em um futuro próximo. Os membros do RE100 têm um total de receita de 2.5 trilhões de dólares e estão criando um total de cerca de 146 terawatts - hora (TWh) por demanda para a eletricidade renovável anualmente.

 

8. A polêmica do azeite de dendê

Pela primeira vez, empresas locais em Singapura e na Malásia foram colocadas contra parede, por causa do  modo de extração e fontes de onde extraem o azeite de dendê. A organização ecológica World Wide Fund for Nature (WWF) embaraçou empresas por trás de marcas familiares, como a Polar Puffs & Cakes, Khong Guan Biscuits  e Gardenia Bakeries. Inicialmente, apenas 10 de 27 firmas atenderam às exigências do WWF. Depois que o relatório foi divulgado, seis empresas assumiram o compromisso de extrair o azeite de dendê de forma sustentável, mostrando que essa típica imagem de empresas asiáticas conscientes vai ter que corresponder à realidade da pressão pública.

 

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