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HUMANIUM - O METAL MAIS PRECIOSO DO MUNDO

17 Jan 2018

 

 

 Uma onda de violência tem manchado de preocupação, medo e tristeza o verão carioca. As balas perdidas, a troca de tiros, os assaltos a mão armada têm feito cada vez mais vítimas no Rio de Janeiro. Apesar de ser uma triste realidade na vida de muitos brasileiros, vários outros países também sofrem com as consequências do tráfico ilegal de armas de fogo.  São mais de 1.500 mortes por dia e os custos dessa violência para a economia global alcançam centenas de bilhões de dólares todo ano. Em uma escala internacional de mortes por arma de fogo de 100.000 pessoas /ano, 10 países  chamam atenção com altos indíces de mortalidade. Honduras e Venezuela encabeçam a lista, o Brasil está em oitavo lugar, e El Salvador em sexto. Foi  o país que sediou o primeiro programa de destruição de armas, em novembro de 2016 e rendeu 1 tonelada de metal Humanium.

 

 Humanium é o "novo" metal criado a partir do reaproveitamento do material derivado do derretimento de armas de fogo ilegais. Apesar de não ter nenhuma substância rara como componente, sua preciosidade está na filantropia por trás da produção. Além da destruição das armas poupar vidas, todos os produtos confeccionados com o Humanium geram recursos destinados a fundações de apoio às vitimas da violência  e projetos que visam reconstruir áreas de conflitos sociais. A iniciativa também proporciona mais oportunidades de emprego, um legado positivo para as próximas gerações, a longo prazo efeitos positivos na economia, e principalmente, prosperidade para as sociedades afetadas.

 

 O objetivo é sobretudo combater a pobreza e a exclusão social. Os sócios responsáveis pela idealização do projeto, membros da IM Swedish Development Partner (Parceiros do Desenvolvimento da Suécia), organização que juntamente com o governo da Suécia apoia o empreendimento social, planejam futuramente patrocinar marcas, artistas e designers com o Humanium, que pode ser transformado em uma grande variedade de produtos. Armas destruídas podem gerar material de construção, máquinas, mobília, itens de joalheria, botões, parafusos, bicicletas e muito mais.  A ideia é alcançar diferentes mercados e públicos, de modo a propagar a conscientização da devastação social causada pela violência armada, e claro, arrecadar fundos para suas vitimas que precisam urgentemente de suporte.

 

 O metal Humanium não está disponível nas prateleiras do mercado. A companhia interessada em usar o metal como matéria prima de seus produtos precisa de um documento oficial de requerimento, assim como  a pessoa física,  que também pode adquirir uma barra do metal fundido por aproximadamente 10 mil reais. Cada barra comprada significa uma doação para a organização IM combater a violência armada nos países mais afetados pelo tráfico. A iniciativa já tem alguns colaboradores do setor privado como Le Cord, Oscar PropertiesSkultuna etc

 

 Os ideais da produção do metal Humanium cumprem de forma mais completa a décima sexta meta do calendário da ONU, uma das famosas ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável), que consiste em "Promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis." A iniciativa levou o leão da categoria Inovação no Festival de Cannes em 2017, porque não se tratava apenas de uma história bem contada, mas uma história bem planejada e executada, e isso é storydoing. Todo empreendimento deveria ser sustentável, pois o valor que carrega transcende os altos e baixos temporários da economia, e se estende desde o impacto positivo de grupos vulneráveis agora até lições éticas para as gerações futuras. O Humanium se tornou o metal mais valioso de todos, justamente porque a vida humana não tem preço.

 

 

Clique aqui para assistir ao TED  sobre o metal Humanium.

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