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CAFÉ DÁ ENERGIA E ENERGIA LIMPA

12 Dec 2017

 

 Uma das maiores e mais atuais preocupações ambientais é a urgente e necessária descarbonização do planeta, o que significa que é preciso migrar das matrizes energéticas mais usadas e mais poluentes. O  processo de mudança climática está cada vez mais acelerado e é altamente nocivo para a vida humana na Terra.  As empresas são responsáveis em grande parte pela emissão de gases poluentes, principalmente o gás carbônico, tendo em vista que 80% das emissões de CO2 provém da queima de combustíveis fósseis. Por isso, um dos maiores desafios para as mesmas é desenvolver um conjunto inovador de soluções enegéticas mais limpas.

 

 Com a campanha #MakeTheFuture, a Shell, que planeja investir 1 bilhão de dólares ao ano em energia limpa até 2020, celebra a criação de 5 projetos de energia renovável que serão implantados nos 4 continentes e que estão ajudando a proporcionar mais acesso a essas fontes sustentáveis. Além dessa campanha existem outras iniciativas da empresa para criar soluções criativas que suscitem a conscientização da sociedade através da mudança para ações que causem um impacto positivo no meio ambiente. Como por exemplo, uma expedição movida por energia renovável. Com biocombustíveis desenvolvidos exclusivamente pela Shell para a viagem, pai e filho caminham juntos 966 km até o Polo Sul, em 60 dias, utilizando apenas energia renovável para se manterem aquecidos, secos e alimentados.

 

 Porém, a mais recente ação da Shell foi em uma grande Metrópole mundial, onde o disperdício a partir do consumo é intenso e que possui uma das mais simbólicas e movimentadas frotas de ônibus do mundo, Londres. Sabendo-se que são consumidas pelos londrinos, mais de 20 milhões de xícaras de café por dia e levando em conta a quantidade de CO2 emitida pelos ônibus mais famosos do mundo, Arthur Kay, da start-up bio-bean subtraiu um desperdício e adicionou uma forma de poluir menos. O resultado da parceria com a Shell, depois de 3 anos, foi o aproveitamento dos resíduos e borras do café para o biocombustível B20, que ajuda a abastecer a frota londrina de ônibus.

 

 A fábrica da empresa bio-bean é capaz de reciclar anualmente 50 mil toneladas de resíduos de café, ricos em calorias, (provenientes de parcerias com cafeterias populares e fábricas pelo Reino Unido) de onde é extraído o óleo do café. Combinado com outras gorduras e óleos para criar um biocomponente de 20%, o material é misturado com diesel mineral para criar um biocombustível B20, derivado do café. Esse biocombustível que tem o café como componente, sem nenhuma alteração é colocado em alguns ônibus selecionados. Contudo, somente os 6 mil litros de óleo de café fornecidos pela bio-bean nesta estreia, já seriam suficientes para ajudar a abastecer um ônibus durante um ano, embora Londres seja capaz de produzir resíduos de café suficiente para criar um composto puro de biocombustível B20, feito de óleo de café e diesel mineral, em larga escala para ajudar a abastecer um terço da frota de ônibus da cidade.

 

 O Brasil consome 140 bilhões de xícaras de café por ano, o que deveria causar interesse em muitas empresas brasileiras, que a exemplo de Londres, poderiam tranformar o desperdício em redução da emissão de CO2. Mas atender a progressiva demanda energética do mundo enquanto se protege o meio ambiente é tarefa que exige criatividade e inovação de tecnologias, e principalmente trabalho em conjunto. A colaboração da comunidade, do governo e das empresas é essencial nesse processo de criação e adoção de novos modos de operação. Buscando novas maneiras de reduzir o impacto ambiental de suas próprias ações empresariais, a Shell oferece suporte a empreendedores com boas ideias na área de energia limpa. Um dos projetos aqui no Brasil, inclui o campo de futebol no morro da Mineira, no Rio de Janeiro, iluminado pela energia dos passos dos jogadores. Que exemplo!

 

 

 

 

 

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