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CRISE HÍDRICA: O FUTURO DO NORDESTE RALO ABAIXO

6 Dec 2017

O maior açude do Ceará, o Castanhão registrou em setembro desse ano, o menor volume desde 2003. Atualmente o reservatório acumula 4,4% de 294 milhões metros cúbicos, sua capacidade total. As reservas hídricas nos 154 açudes monitorados pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) totalizam em média 10,6% da capacidade. Esse estado alarmante em que se encontra o Ceará é reflexo da maior e mais prolongada crise hídrica enfrentada pelo Estado. O principal fator causador da crise foi o período de 6 anos seguidos de chuva abaixo da média na região. 

 

 O Secretário de Desenvolvimento Agrário Dedé Teixeira  já reconheceu a possibilidade de racionamento de água para várias regiões das cidades de Fortaleza e Jaguaribe. Se o volume de chuvas não aumentar, em 2018 a maioria dos açudes do Ceará entrarão em volume morto, reserva de água mais profunda e abaixo da cota de captação, isto é, a liberação da água deixa de ser por gravidade exige bombeamento, que acaba por comprometer sua qualidade a acessibilidade. Assim, essas reservas atingiriam a quota mínima e ficariam secas ainda no primeiro semestre. A escassez de água tem importância direta na morte do gado e na perda de safras.

 

 Apesar da estiagem, a ausência de uma gestão de conservação da água no nordeste também é apontada como uma das principais causas da escassez hídrica na região. Segundo a Agência Nacional das Águas (ANA), são retirados por segundo 840 mil litros de água dos rios e do subsolo no Brasil. Um dos maiores responsáveis pelo desperdício de água no país é o agronegócio, cerca de 60% do que é captado.

 

 A gestão de conservação da água é uma responsabilidade cívica, que deve ser incorporada de forma integral por todos os membros que compõe o corpo social, o governo, os indivíduos e as empresas.

Para muitos empreendimentos, ainda é difícil encontrar financiamento em condições atrativas para implementar ações de racionamento hídrico. Entre as principais soluções para economizar água estão o consumo consciente, a reutilização da mesma, como por exemplo no chão da fábrica, do vapor industrial e minimização do desperdício por aspersão de gotejamento, no que diz respeito a irrigação do solo.

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