Please reload

ELAS QUEREM APRENDER E EMPREENDER

24 Nov 2017

 

Em muitos lugares do mundo, como a Nigéria, completar o primário escolar não é tarefa fácil. Ainda mais quando se trata de meninas, criadas para: viverem confinadas no campo cuidando da agricultura, se casarem e terem muito filhos. Para essas garotas o exemplo é mais que importante, é uma prova de que é possível um futuro diferente. Aishetu Hama é justamente esse exemplo de sucesso, motivo de inspiração e esperança para outras várias meninas da Nigéria que têm que se submeter às péssimas condições das "escolas" locais sem desistir de uma vida melhor.

 

 Aishetu Hama por pouco não fez parte da drástica estátística de 130 milhões de meninas que não vão á escola. Apesar de o número ter crescido 40% desde 2000, a situação ainda é grave.  A "menina" hoje é uma universitária de 23 anos que teve que passar por muita coisa, como sentar no chão, no mato e algumas vezes até mesmo na sujeira para aprender, principalmente a não desistir. Ela espera que contando a sua história, outras garotas possam fazer a diferença também e contribuir futuramente para o fim da desigualdade entre gêneros no mercado de trabalho, já que o percentual global de força de tarabalho das mulheres é bem menor que o dos homens.

 

 As mulheres têm muito mais dificuldades que os homens, para encontrar um trabalho bem pago e significativo em suas vidas.  De acordo com um estudo feito em 2015 pelo World Economic Forum, mesmo com mais mulheres que homens se matriculando nas universidades, em 97 países, elas são a maioria qualificada em apenas 68 países e são preponderantemente as líderes em apenas 4. Apesar disso, em alguns lugares como o Brasil, as mulheres estão mudando esse quadro de disparidade. Pesquisas mostram que as brasileiras são a maioria entre os novos empreendedores. Segundo o Sebrae, 52% dos empresários com menos de três anos e meio de atividade são do sexo feminino. E não para por aí.

 

 Os dados a seguir podem causar satisfação, orgulho e empoderamento. A renda obtida pelas mulheres tem ganhado cada vez mais importância no orçamento familiar. De 4 em cada 10 lares brasileiros são chefiados por mulheres, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicíios (PNAD). Dessas, 41% são donas de negócios próprios A estimativa do Sebrae é de o que o faturamento de 75% das empreendedoras chegue a R$ 24 mil por ano. Elas já ocupam 43,2% dos cargos de gerência nessas micro e pequenas empresas. Nos últimos 14 anos, o empreendedorismo feminino cresceu 34%, foi o que indicou o Sebrae

 

 Mesmo com a globalização e suas diversas plataformas de comunicação, a educação ainda está longe de ser acessível para todos que necessitam dela. Na verdade, ela está justamente e injustamente mais ditante do alcance de quem realmente pode fazer dela um instrumento transformador de sua própria vida e de outras pelo mundo afora.  A educação é uma ferramenta de poder na mão dessas garotas que enxergam no futuro a esperança de um mundo mais igual e mais justo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Share on Facebook
Please reload

Voltar para o início