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DIA DO RECICLADOR: "COLETA SELETIVA SEM CATADOR É LIXO”.

22 Nov 2017

 

 Dia 22 de Novembro, é o dia do Reciclador e da Reciclagem de resíduos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), infelizmente somente cerca de 5,9% do lixo total gerado passam pela coleta seletiva, onde apenas 18% dos municípios brasileiros têm coleta seletiva. Esse déficit faz com que a economia brasileira perca cerca de R$ 120 bilhões por ano em produtos que poderiam ser reciclados, mas são deixados no lixo.

 

 De acordo com os primeiros resultados obtidos pelo Acordo Setorial de Embalagens em Geral, foram registradas ações em 422 municípios de 25 estados, alcançando 51,2% da população brasileira nesta primeira fase de implantação do modelo. Segundo o relatório, 702 organizações de catadores de todo o país foram apoiadas e 3.151 ações de estruturação para adequar e ampliar a capacidade produtiva das cooperativas foram realizadas entre 2012 e 2016. “São ações que aumentam a produtividade e a eficácia do trabalho dos catadores, que se tornam empreendedores. Contratados por prefeituras, fazem desde a coleta seletiva à triagem e comercialização dos resíduos. Daí a necessidade de capacitação e equipamentos”, explica Renault. No período, ainda foram instalados 2.103 pontos de entrega voluntária (PEVs) de resíduos, que estimulam também a participação da sociedade no processo.

 

 Ainda nesse ano,  o catador Ricardo Nascimento passou por uma fatalidade no bairro de Pinheiros, em São Paulo. Em meio a uma confusão, ele foi morto em frente uma pizzaria onde pedia comida. Mais do que um simples trabalhador que busca dinheiro para assegurar sua "qualidade" de vida pra si próprio e sua família, os catadores de reciclados cuidam principalmente da qualidade de vida de uma sociedade inteira.Uma missão tão nobre e tão invisível no cotidiano das pessoas. Para evitar outras situações como essa a rede Minha Sampa e o movimento Pimp My Carroça se uniram para criar um financiamento coletivo aberto para a instalação no Largo da Batata, em Pinheiros, um monumento de um catador em tamanho real, feito de ferro coletado. A intenção é homenagear todas as pessoas que exercem a profissão, reconhecendo sua importância para a cidade e seus moradores. O nome será Heróis Invisíveis.

 

 Um grupo de estudantes do curso de cinema da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, em Foz do Iguaçu, no Paraná, está buscando desde o ano passado recursos para a produção do documentário "Catadora", cujo principal objetivo é destacar a importância do trabalho desses agentes ambientais perante à sociedade. A ideia inicial era mostrar como funciona todo o processo de reciclagem dentro de uma cooperativa. Entretanto, após iniciar as pesquisas, o grupo optou por explorar as histórias de vida das mulheres que desenvolvem essa atividade na região oeste do Paraná. Os alunos perceberam que informar sobre para onde vai cada material não seria tão eficiente para a conscientização das pessoas, quanto contar as histórias comoventes dessas catadoras. Um verdadeiro case de storydoing. O desafio era e ainda é, enaltecer a profissão de catador de material reciclável como digna de respeito e reconhecimento de todos. Junto à sociedade e ao poder público, esses profissionais são capazes de mudar para melhor as expectativas futuras para o meio ambiente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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