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UM NEGÓCIO CHAMADO SUSTENTABILIDADE

21 Nov 2017

 Por que investir em um processo operacional sustentável ainda não é o usual para todas as empresas? A  pergunta é ainda mais pertinente se tratando do Brasil. Segundo o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o descontrole do desmatamento, em especial na Amazônia em 2016, foi responsável pela emissão de 218 milhões de toneladas de CO2 a mais do que em 2015. Apesar disso o país atravessa a pior recessão econômica de sua história, com retração de 3,6% no PIB em 2016, sendo o único páis de grande porte que aumentou a carga de poluição enquanto a economia encolheu.

 

 Seguir os fatores ambientais, sociais e de governança corporativa, na silga em inglês ESG, tem alavancado materialmente a performance e o valor de mercado das marcas. Os maiores investidores internacionais, como por exemplo, o Fundo de Pensão Pública do Japão, estão apostando no processo empresarial sustentável. As técnicas para esse tipo de investimento também avançaram. As novas estratégias geralmente têm colocado menos ênfase nas preocupações éticas e são pensadas para maximizar o custo-benefício a longo prazo, ao invés do investimento convencional. Porém, algumas empresas ainda acreditam que estratégias convencionais produzem maiores retornos financeiros , apesar de pesquisas mostrarem o contrário. 

 

 Dentre essas grandes instituições que abraçaram a sustentabilidade, muitas ainda precisam aprimorar suas práticas. Não adianta integrar os fatores ESG de forma menos rigorosa do que implementações em outras áreas. Quando o sistema ESG é usado para a elaboração do conjunto de decisões econômicas, sem ter sido experimentado de fato ao longo de todo processo, os resultados podem sair diferentes do esperado. Por isso, é importante que sejam definidos objetivos e estratégias aliados ao desenvolvimento de ferramentas e recursos organizacionais necessários para que os investimentos sejam gerenciados de forma sustentável. A partir disso poderão ser disponibilizados relatórios de desempenho e performance para as stakeholders. 

 

 O grupo francês Carrefour tem instaurado a sustentabilidade de dentro pra fora da empresa, no que diz respeito a suas unidades no Brasil. O investimento sustentável começa na campanha interna de conscientização dos funcionários pelo uso inteligente dos recursos naturais, em que os colaboradores são estimulados a usarem canecas ao invés de copos descartáveis, jogar o lixo na lixeira certa e priorizar o uso das escadas ao invés do elevador. No site são disponibilizadas receitas Desperdício Zero, em que a casca de frutas pode ser aproveitada de diferentes formas. Seguindo o Desperdício Zero, a empresa  cuidou da manutenção dos balcões de refrigeração, que agora utilizam gases de menos impacto no meio ambiente, as lâmpadas comuns foram substituídas pelas de LED, agora todo papel utilizado na comunicação da empresa é proveniente de florestas sustentáveis e  foi promovido o aumento de 50% do volume dos materiais reciclados na loja. Aliás, foram implementadas pela rede 138 estações de reciclagem para coleta seletiva de lixo em todo país.  

  

O endomarketing deve ser o pontapé inicial do investimento empresarial em sustetabilidade. Assim como o Carrefour fez, é muito mais fácil botar em prática os fatores ESG quando eles realmente fazem parte da cultura da empresa. O exemplo pode ser um grande agente da sustentabilidade se usado da maneira correta. Não só por grandes marcas, como também individualmente, afinal de contas o corpo de funcionários de uma empresa é composto por diversos cidadãos que se conscientizam individualmente. Sendo assim um empreendimento deve ser espelho para os funcionários, para seus clientes, para seus concorrentes, como também para a sociedade como um todo. Como queremos ser vistos?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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