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MODA E SUSTENTABILIDADE

20 Sep 2017

Por inúmeras vezes é relatado sobre a força, importância e a responsabilidade socioambiental que a moda e os players possuem na sociedade, e vice versa. Algo que não podemos mensurar, mas que sabemos ser grandioso!

 

Caminhar sentido a resiliência, ética, transparência, empatia e equilíbrio com o ecossistema, é a melhor forma de se desenvolver perante a sociedade e a cultura de consumo que fomos educados a viver. Somos responsáveis por nossas próprias ações e reações, e devemos exercitar e utilizar as ferramentas que possuímos ao nosso favor. Para isso existem os caminhos de troca, compartilhamento, desenvolvimento do upcycling, colaboração e todo esse movimento de buscar uma moda mais consciente. Produzir algo mais durável, ter resiliência, utilizar devidamente os materiais até seu último tempo de vida e extrair com menos impacto os recursos naturais do meio ambiente, são os melhores trilhos a serem seguidos para atingirmos o outro lado do túnel.

Temos ciência de que ainda é preciso fomentar os pequenos e médios empreendimentos que possuem como propósito, desde seus nascimentos, a sustentabilidade e o menor impacto possível ao meio ambiente. É preciso algum tipo de apoio e incentivo público para tais negócios.

 

Que tal nos modernizar, utilizando tudo o que sabemos, e nos unirmos em prol da atual e próximas gerações?

 

Atuar tencionando em busca da sustentabilidade 4D, que envolve cultura, ambiente, social e economia propicia a minimização dos gargalos, entraves e dificuldades de implementação dela no seu produto e empreendimento. Temos ciência de que vivemos em tempos de modinha e de moda com M maiúsculo. A Moda abrange muito mais do que a roupa que vestimos, ela representa, incide sobre alma, o estilo, a cultura, a essência, a personalidade e a forma de viver dos seres humanos. Alternativas misturando matéria natural e química para gerar um produto que gere menos impacto e que consegue um valor mais acessível. Coleções totalmente criadas a partir de materiais descartados e cases de marcas que se unem com associações e institutos para lutar por causas sociais. São soluções sustentáveis que visam a preservação e o cuidado em prol do ecossistema. Sentimentos e atitudes que geram empatia entre cliente, produto e empresa, devem ser exercitados junto a verticalização de toda a cadeia produtiva e através da garantia do produto é que se fortalece a segurança e confiança desses pilares. Optar por endomarketing consciente, tags informativas, mensuração da pegada de carbono e a aplicabilidade de uma economia circular, são formas sábias e educacionais de tornar o seu negócio sustentável.

Existem muitas barreiras no mercado têxtil, desde conseguir extrair localmente toda a matéria prima para gerar um produto, como as dificuldades do próprio empreendedor brasileiro de conseguir vender um produto sustentável por um preço razoável. Movimentos, encontros e coletivos fortalecem todas essas vertentes e promovem uma gestão criativa em cima desse gargalo cultural. Porém, devemos nos unir para agir em benefício a solução desse impacto que nos atinge direta e indiretamente. Uma relevante hipótese para quebrar esse obstáculo é a importância de dialogar diretamente com o setor público e apresentar em conjunto um outro ponto de vista despertando e mostrando a abrangência e qualidade do modelo de negócio que diversas marcas já possuem. A colaboração, inserção, o diálogo e o consubstanciamento orgânico dos 54% de população negra excluída no Brasil, que ainda é oprimida no sistema em que vivemos, é peça fundamental para transformarmos toda as cadeiras da economia. É verídico e unânime a opinião de que existem muito mais pessoas fazendo o bem do que o mal e de que todos nós devemos repensar seus hábitos e maneira de consumo. A tendência e os acontecimentos diários nos mostram que se não mudarmos a forma que a gente vive, cria, troca, vende e lucra, não chegaremos do outro lado do túnel. Para isso dar certo, nós possuímos um fundamental e urgente papel a ser colocado em prática, temos que valorizar as boas iniciativas e levar o consumo como um ato de cidadania.

 

O que está faltando para impactarmos positivamente e transformarmos juntos tudo aquilo que desejamos?

 

Em seguida, segue um texto sobre representatividade.

“Infelizmente é um ciclo vicioso. A falta de representatividade acontece em duas dimensões: padrões de beleza impostos pelo mercado e também por uma questão de autoestima/oportunidade. Estamos vivendo um momento em que as pessoas negras conseguem se fazer presentes em áreas antes inalcançáveis. Atualmente, muitas mulheres são motivadas a assumir sua estética através de outras mulheres, como personalidades que estão evidência ou que participam de campanhas publicitárias voltadas para a diversidade. Mas posso dizer que ainda é muito pouco. A quantidade de modelos que conseguem espaço no mercado fashion é limitada, o que faz a ideia de "cota" ser ainda muito presente. Além disso, pouquíssimos negros fazem parte do desenvolvimento de produtos, conceitos e campanhas. Realmente o mercado da moda ainda é muito fechado e só quando tivermos pessoas negras trabalhando em todas as pontas, conseguiremos falar em representatividade. Como solução, penso que incentivar produtores negros, modelos negras e influenciadores seria uma alternativa. A partir do momento que levarmos a pública nossa insatisfação e seguirmos quem já está fazendo algo em prol da mudança, teremos resultados efetivos no mercado da moda. Representatividade importa sim e quando falamos sobre isso nem sempre queremos citar apenas capa de revista.” Luana Cooper, idealizadora e coordenadora da Tombay.

 

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